Nome: Não sabe, é conhecida como EVELYN
Raça: Humana
Classe: Sorceress

Quando despertou, seus olhos embotados percorriam os travessões do teto de madeira e pedra, seu corpo dolorido a dizia que estava dias deitada naquela cama e seus braços e pernas estavam debilmente enfaixados e suas vestes sujas de sopa que a fez pensar que alguém a alimentava enquanto estava desacordada. Mas percebeu logo que não tinha nenhuma memória.
Uma voz a fez ficar de prontidão deixando rijo a pondo sentada na cama. A voz era de Riddler, um homem de aparência de 40 anos de idade com trajes nobres e avental de cozinha sujo, seu sorriso confiante e olhar brilhante era de conquistar qualquer pessoa mas ela estava receosa até então.
Riddler dizia que ela fora encontrada na floresta da Passagem distante dali e que agora era escrava do Grande Dragão. Como estava numa cidadela rodeada por milhares de Kobolds decidiu se adequar as regras da casa esperando o melhor momento de fugir.
Ao ser apresentada ao Grande Mestre Dragão, viu o quão enfadonho era aquele humano de cabelos negros oleados excessivamente e tão magro que nem parecia um senhor que realizava tantos festins. O seu mestre gostava de trazer a sua presença pessoas que eram envolvidas com artes, mandava buscar nobres para ceiar com ele, fazia de sua pequena fortaleza enterrada em uma colina uma pequena corte. No dia se sua apresentação recebeu um nome do seu grande mestre que pronunciava seu novo nome de forma estranha, EVIL-lyn. Talvez o Grande Dragão já farejava algum tipo de maldade obscura na jovem.
O homem fazia com o que o trabalho árduo ficasse mais suave, sempre cantarolando ou contando histórias antigas, fazia com que a menina pelo qual a chamava de “docinho” ficasse sempre atenta aos detalhes do que se passava no mundo. Ao cair da noite lecionava Dracônico e ministrava os remédios para que ela logo se restabelecesse, era rigoroso com os horários, sempre após a tradicional sangria de seu mestre ele se punha a trazer o amargoso medicamento.
Faltavam alguns dias para terminar o outono, e o seu mestre preparava-se para partir para sua residência de inverno, dizia que o inverno era seu período de hibernação. Todo seu ouro, jóias e muitos outros bens caros foram encaixotados e devidamente despachados sem que ninguém soubesse o seu paradeiro.
Os dias que sucederam-se foram tranqüilos sem mestre na casa, foi um período de aprendizado para a mocinha, só que em uma determinada manhã em meio aos remédios havia um bilhete de RIddler, “Aqui não mais estou, segui meu caminho...” Logo baixo seguia um verso

Ponha-me de costas
Abra-me as entranhas
Que até o mais idiota
Transformarei num sábio

O verso guiou a moça até um livro de dracônico que lhe foi presenteado, dentro do livro uma ordem de livre passagem pelos kobolds falsificada e uma carta que mostrava um outro verso:

Tenho rios sem água
Montanhas sem rochas
Cidades sem homens
Arvores sem folhas

Esse outro verso a levou diretamente ao grande mapa do salão festivo que havia na casa e num olhar mais atento percebeu que o mapa onde marcava o no de Tebury havia um leve reforço na letra “R” o que a fez pensar que esse deveria ser o seu destino.
Kuon Pin, o chefe da guarda Kobold recebeu a carta de autorização muito desconfiado e aprontou logo uma escolta pesada para acompanhar a jovem que pretendia sair do local...

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