Habitantes: 48 mil
Capital: Tebury
Lema: Nós retribuímos com sangue.
Bandeira: O amarelo significa as riquezas e conquistas. As três faixas azuis, seus rios importantes e sua cruz vermelha diz que estão prontos para o combate; não importando de onde venha o inimigo ou para que lado terão que lutar.
É um trecho de terra onde se encontram os reinos de Heagrove, Asford, Ondoom e a Federação de Peystone. É cortado pelo rio das Lágrimas que se subdivide nos rios Sangrento, Morte e Desespero. Os nomes peculiares de seus rios ajudam a explicar um pouco a história da região que cresceu em meio a sucessivas guerras, pequenos conflitos e insurgências. É tão disputado por ser um ponto estratégico de defesa de fronteira, além de ser rico em minérios como ferro, cobre, estanho e prata.
Os primeiros povos humanos a habitar a região eram conhecidos como “Os Doze”. Estes nada mais eram do que doze famílias que se separavam em clãs e relacionavam-se apenas para guerra comum ou troca de mercadorias.
No período de formação dos grandes reinos, os líderes tribais não entravam em consenso e cada um juramentou-se a reinos diferentes, segundo suas necessidades e promessas que lhe foram feitas, tornando impossível a delimitação geográfica no local. Os reis exigiam que seus vassalos lutassem na frente de batalha contra seus próprios parentes de outros clãs.
Segundo os historiadores, por vinte anos, mais de 100 mil homens morreram naquela região devido a esse conflito que nunca se resolvia. O lugar é propício para escaramuças e emboscadas. Uma região difícil de ser guardada por suas características marcantes: em determinada época do ano seus vaus mudam, alagando certas partes e dando passagem seca por outros pontos, fazendo com que qualquer linha de defesa tenha de ser mudada de local. Quem quisesse conquistar e manter o Travincal deveria ser capaz de tomar todas as margens dos quatro rios da região.

RESOLUÇÃO INACABADA.
A guerra tornou-se cara devido à grande distancia entre o Travincal e as capitais de comando de seus respectivos reinos. As campanhas se tornavam longas e logo acabavam-se os suprimentos, ficando inviável manter as tropas. Os suprimentos eram atacados pela retaguarda que resultava numa frente sem provisões, levando à fome e doenças devido ao tempo de espera da mudanças dos vaus.
Os reis fizeram então o chamado “Acordo do Entrave” ou Travincal. Nele, os reis juraram entre si manter somente as terras de seu reino que toquem a margem dos rios, tornando-os fronteiras naturais. Com essa nova marcação geográfica, os reis comprometeram-se a aceitar vassalagem somente de homens que estivessem em suas terras, salvo casamentos ou parentescos que não fossem bárbaros.
Os Doze sentiram-se traídos com esse tratado e tomaram para si resoluções que melhor lhes atendiam. Denominaram o Travincal como terra pertencente a eles, proibindo o uso da moeda real, títulos de nobreza, taxação tributária, etc. Tudo o que fosse de fora.
O Travincal tornou-se então uma espécie de republica federativa, onde cada tribo enviava um representante como um Senador e esses representantes escolhiam um Líder.
Os reinos não queriam mais dispor de ouro para manter a guerra e precisavam daquelas fronteiras para comercio, então, decidiram por uma trégua velada e não assumida até poderem agir novamente, em um momento mais oportuno.
O Líder do Travincal enviou um documento aos Reis vizinhos dizendo que protegeria as fronteiras e que levaria em consideração as leis vigentes em cada reino, caso algum crime fosse cometido no Travincal por um estrangeiro. As taxas de comércio e o baixíssimo custo de segurança para atravessar o Travincal agradaram aos reis. O entreposto comercial foi determinante. Os comerciantes trocavam ali suas mercadorias sem precisar viajar ao destino final.
Os orcs locais receberam terras para viver livremente, desde que mantivessem a paz. Aos gigantes das montanhas vizinhas foi acordado o envio de comida em troca do acesso seguro às jazidas de minérios das encostas.
A capital do Travincal é Tebury.


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